Esquema para furar fila no pagamento do auxílio emergencial investigado pela PF envolve vereador e pré-candidato a prefeito

O esquema envolvendo o pagamento do auxílio emergencial investigado pela Polícia Federal no município de Aurora, na Região do Cariri do Ceará, fazia com que os beneficiários furassem a fila para o recebimento do dinheiro, pago em uma lotérica do município, uma vez que a cidade não tem agência da Caixa Econômica. O Ministério Público Eleitoral recebeu denúncia de que o esquema teria fins eleitoreiros, já que envolve políticos. Um dos investigados é um vereador do município e outro um pré-candidato a prefeito, informou a Polícia Federal, que não informou as identidades dos suspeitos.

Segundo a denúncia, um político intermediava os pagamentos realizados na lotérica, entregando cheques aos beneficiados. A investigação tem como base um áudio no qual supostamente o esquema é exposto.

A operação, realizada pela Polícia Federal, em cooperação com o Ministério Público Eleitoral, foi deflagrada nesta quinta-feira (21), e teve início após o compartilhamento de áudios em redes sociais que detalhavam o esquema. Pelo menos três pessoas são investigadas no caso, mas a PF não divulgou os nomes. Ninguém foi preso.

Documentos levados à casa de político
Em um dos áudios, um frequentador da igreja avisa aos “irmãos” que precisam sacar o benefício do Governo Federal que podem levar seus documentos à casa de um político da cidade, e que este providenciaria um cheque no mesmo valor do benefício, emitido pela lotérica, a ser descontado na mesma data prevista para o saque do auxílio pelo beneficiário.

Com isso, as pessoas evitariam enfrentar a fila, e ainda o uso obrigatório da máscara no local, determinado em decreto estadual devido à pandemia, explicou a PF.

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