Bombeiros capturam jiboia de quase 2 metros em quintal de residência em Caucaia

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), por meio de uma ação do efetivo que atua na 1ª Companhia do 2º Batalhão de Bombeiros Militares, (1ªCia/2ºBBM – Quartel de Icaraí/Caucaia) capturou uma jiboia de aproximadamente dois metros de comprimento. O animal estava em uma área residencial e precisou ser retirada com todo cuidado. O serviço foi feito na manhã do último domingo (17), após a criação de uma ocorrência na Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops).

Após acionamento via Ciops da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), uma equipe do Quartel de Icaraí (Caucaia) se dirigiu ao local indicado para verificar a ocorrência. O animal estava no quintal de uma residência no bairro Parque Iracema, em Caucaia. De pronto, a Guarnição de Busca e Salvamento 4 conseguiu capturar a jiboia de cerca de 2 metros de comprimento. Após a captura o animal, ela foi conduzida ao seu habitat natural sem ferimentos e longe das residências.

Incidência de cobras

No Brasil, é registrada uma média de 30 mil acidentes ofídicos por ano, sendo a incidência de picadas de cobras peçonhentas maior nessa época do ano, março a agosto. Nessa época do ano, as cobras procriam mais. Isso porque os animais armazenam sêmen e só o liberam quando há possibilidade de o filhote ter comida. O alimento, no caso, é o rato, que se multiplica com o maior acúmulo de lixo.

Conforme explica o major Francivaldo Melo, do Batalhão de Busca e Salvamento (1ª Cia/BBS), o perigo aumenta na zona rural. “Na roça, muitas pessoas não usam bota, luva e, quando limpam o terreno ou pegam em madeira não olham direito o local. Nas cidades é cada vez mais comum encontrar cobra em motor de carro”, comentou o major.

O major informa que, no Ceará, a maioria das vítimas são homens de seis a 70 anos na zona rural. Ainda de acordo com o major Melo, as ocorrências se dão mais entre 4 e 7 horas da manhã e entre 17 horas e 18h30min, em locais úmidos, de vegetação rasteira e perto de rios, mangues, lagoas e terrenos baldios, normalmente em locais escuros e fechados.

Segundo o major do BBS, a serpente peçonhenta mais comum no Estado é a Jararaca. Já a Cascavel aparece mais em regiões secas, áridas e com muitas pedras, como em Quixadá. A Coral é mais urbana, fica onde há muito lixo, mas prefere local subterrâneo. Em Fortaleza, as cobras aparecem mais na periferia, em especial perto de lagoas e rios. Perto do mar não, mas o bairro Pirambu foge à regra devido ao lixo.

De um modo geral, as cobras se alimentam à noite. Por causa disso, quando picam uma pessoa durante o dia, a quantidade de veneno é menor porque este já foi depositado em outros animais. Em compensação, “em quem é picado à noite normalmente a ação do veneno é total”, como explica o major Melo.

Para sua maior segurança, o CBMCE sugere:

Ação preventiva

Normalmente, as cobras só atacam um ser humano quando se sente ameaçada. Por isso, ao avistar uma cobra, não pense duas vezes, desvie do caminho dela, a deixando seguir o caminho dela e você o seu.

Além disso, vale também seguir as dicas abaixo:

Sempre usar equipamento de segurança individual (EPI), como, bota cano longo, luvas de punho alongado e óculos de proteção;

Usar sempre um bastão ou vara longa para manipular objetos ou mato, lixo que possam conter algo escondido por baixo, de modo a manter-se distante em caso de um ataque de cobras;

Manter seu quintal limpo e não acumular lixo ou resto de materiais de construção ou quaisquer outros tipos;

Use sempre calçado fechado e calças compridas. Se estiver em um local que é conhecido por ter cobras use botas de cano alto ou perneiras para proteger a parte de baixo das pernas;

Preste muita atenção onde coloca as mãos quando for se apoiar para pegar impulso ou até mesmo na hora do descanso;

Em caso de acampamento
Se você deixar seus sapatos fora da barraca, antes de calçá-lo, certifique-se de que não tem alguma intrusa se abrigando dentro dele. Cobras gostam de se abrigar em locais quentes, escuros e úmidos, exatamente como sua bota ficará após uma caminhada;

Procure limpar o local onde irá montar a sua barraca, tirando gravetos, folhas mortas, cascas de árvores. As cobras e outros animais peçonhentos costumam ficar escondidos nesses locais durante o dia para à noite sair para explorar. Faça essa limpeza com cuidado, pode ter uma cobra escondida embaixo de pedras e troncos.

O que fazer em caso de picada de cobra
O mais importante depois de uma picada de cobra é manter o membro que foi picado o mais parado possível, porque quanto mais se movimentar mais o veneno poderá se espalhar pelo corpo e chegar em vários órgãos vitais. Isso se aplica também a qualquer atividade que possa acelerar o batimento cardíaco, já que o aumento da circulação do sangue também espalha o sangue.

Assim, o ideal é que a vítima não caminhe e seja transportada por maca até ao hospital. Outra opção é ligar para a ajuda por meio de um atendimento pré-hospitalar, pelo número 193.

Até chegar ao hospital ou até a chegada da ajuda, o que se deve fazer para melhorar as chances de salvamento são:

Lavar o local com água e sabão, para limpar a ferida e impedir a entrada de mais veneno ou micro-organismos;

Manter o paciente deitado e o mais calmo possível, porque agitado o sangue se espalha rápido e o veneno também;

Manter o paciente hidratado, dando pequenos goles de água a ele;

Procurar o serviço médico o mais breve possível, como sempre, somente médicos podem prescrever um medicamento a uma vítima de quaisquer acidente;

A maior parte das cobras no Brasil não têm veneno e, por isso, a picada não é perigosa para a saúde, no entanto, em qualquer caso é sempre importante ir ao hospital para informar as características da cobra e confirmar e identificar se realmente era venenosa ou não. Caso tenha sido um picada por cobra venenosa, geralmente é administrado o antídoto para o veneno, de forma a que as lesões parem de acontecer.

Se não for possível transportar a cobra para o hospital, é aconselhado tomar nota das principais características, como cor, padrão, formato da cabeça e tamanho, ou tirar uma foto.

O que não fazer após a picada
Existem várias crenças populares sobre o que fazer após uma picada de cobra, no entanto, é totalmente desaconselhado:

Tentar sugar o veneno para fora da picada;

Fazer um torniquete ou garrote apertado;

Cortar o local da picada;

Dar bebida alcoólica a vítima;

Dar qualquer medicamento à vítima.

Além disso, também não se deve aplicar qualquer tipo de mistura caseiras sobre a picada, pois além de não existir comprovação científica, pode acabar causando uma infecção do local.

Como saber se a cobra é venenosa ou não
Embora não seja um método completamente eficaz, existem algumas características que podem ajudar a distinguir uma cobra venenosa de outra não venenosa, ou não peçonhenta. Algumas dessas características incluem:

Cobra venenosa
Cabeça triangular e achatada;

Dentes longos na parte da frente da boca;

Olhos com fenda, semelhante ao olho de gato fechado;

Cauda que afina rapidamente;

Tenta atacar quando perseguida.

Cobra não venenosa
Cabeça estreita e alongada

Sem dentes alongados na parte de trás da boca

Olhos com pupila circular

Cauda que afina gradualmente com o corpo

Foge quando perseguida

Sintomas de uma picada de cobra venenosa
No caso de uma picada de cobra venenosa, com injeção de veneno, é comum que, após a dor que surge no local devido à picada, possam aparecer outros sintomas como:

Dor que piora ao longo do tempo;

Inchaço que vai aumentando e afetando mais áreas ao redor da picada;

Ínguas doloridas em locais próximos da picada. Por exemplo, no braço é possível que surja inchaço das ínguas da axila, já na perna podem inflamar as da virilha;

Bolhas na pele;

Náuseas e vômitos;

Tonturas, sensação de mal-estar geral e desmaio.

No entanto, estes sintomas podem variar de acordo com a espécie de cobra, sendo que até existem algumas cobras venenosas em que a mordida não causa qualquer sintoma. Por isso, é sempre importante ir ao hospital, mesmo que se suspeite de que a cobra não é realmente venenosa.

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